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“Se tiver filho meu envolvido, será investigado”, diz Lula sobre INSS

Presidente afirmou que apuração deve alcançar qualquer pessoa envolvida; investigação cita relato de ex-funcionário de lobista conhecido como “Careca do INSS”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (18) que, se houver participação de qualquer familiar no esquema investigado de fraudes no INSS, a apuração deve ocorrer “como com qualquer outro suspeito”. Lula disse que tem cobrado seriedade nas investigações e defendeu que ninguém seja tratado como exceção no caso.

A declaração ocorre no contexto da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, que apura suspeitas de irregularidades em descontos associativos aplicados sobre benefícios de aposentados e pensionistas. Nesta quinta, uma nova fase foi deflagrada, com cumprimento de mandados e outras medidas cautelares autorizadas pela Justiça.

No centro das menções envolvendo o nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, está o depoimento de um ex-funcionário ligado ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Segundo relatos citados nas reportagens, o ex-funcionário afirmou à PF que haveria repasses milionários e uma suposta “mesada” atribuída ao filho do presidente, informação que ainda é tratada como parte das apurações.

Reportagens também apontam que a PF reuniu documentação sobre ao menos uma viagem internacional em que Lulinha teria viajado no mesmo voo do lobista, em primeira classe, de Guarulhos para Lisboa, em novembro do ano passado. O material, de acordo com as publicações, integra o conjunto analisado pelos investigadores.

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