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Sheik do Bitcoin investiu R$ 30 milhões em sociedade com pastor Silas Malafaia

Reprodução

Empresário condenado a 56 anos de prisão teria aportado recursos para salvar editora do líder religioso

O empresário Francisley Valdevino da Silva, conhecido como Sheik do Bitcoin, condenado a 56 anos de prisão por comandar um dos maiores esquemas de pirâmide financeira do país, investiu R$ 30 milhões em uma sociedade com o pastor Silas Malafaia, fundador da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo.

O aporte milionário foi revelado por uma testemunha-chave em depoimento à Polícia Federal, divulgado recentemente, e teve como objetivo ajudar financeiramente a editora Central Gospel, pertencente ao pastor. A empresa entrou em recuperação judicial em 2019, com dívidas próximas de R$ 16 milhões.

Segundo o depoimento, Francisley e Malafaia abriram em 2021 a Alvox Gospel Livros Marketing Direto, loja digital voltada ao segmento evangélico. A sociedade durou cerca de um ano e terminou em julho de 2022, pouco antes de o empresário ser denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF).

O Sheik do Bitcoin foi preso em outubro de 2022, acusado de lesar cerca de 15 mil pessoas, movimentando mais de R$ 4 bilhões por meio de empresas ligadas ao setor de criptomoedas. Entre os investidores prejudicados, estaria Sasha Meneghel, filha da apresentadora Xuxa.

Malafaia confirma, mas nega irregularidades

Em nota, Silas Malafaia confirmou ter recebido os investimentos de Francisley, mas disse que a sociedade foi legítima e não tem relação com os crimes do ex-sócio.

“Ele investiu em uma empresa comigo por um ano, e não havia nenhuma denúncia contra ele naquele período. Quando começaram as investigações, eu me desliguei imediatamente”, afirmou Malafaia.

O pastor também negou ter usado sua igreja para promover os negócios do empresário. “Não fiz propaganda alguma. Ele colocou recursos para ajudar minha editora, mas a gestão da empresa era dele. Saí da sociedade antes de qualquer denúncia da Polícia Federal”, completou.

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