BRASIL

Show vira alvo do Ministério Público por suposta sexualização de menores

Ação civil pública pede a remoção de vídeos das redes sociais e indenização de R$ 100 mil após crianças e adolescentes realizarem coreografias com teor explícito no palco
Foto: Reprodução

A Prefeitura de Araguaçu (TO), o Sindicato Rural do município, a empresa Sam Business Ltda. e a Meta tornaram-se alvos de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO). A medida foi tomada após uma suposta exposição de crianças e adolescentes a situações de sexualização durante um show realizado na Expo Araguaçu 2026.

De acordo com o órgão ministerial, houve exploração de conteúdo de cunho sexual envolvendo menores de idade durante a apresentação de um DJ, que ocorreu no último sábado (4). O MP alega que os jovens permaneceram no centro do palco executando “coreografias de conotação sexual ao som de uma música com teor sexualmente explícito”.

Pedido de remoção de vídeos e multa coletiva

A ação civil pública cobra providências imediatas e reparações financeiras pelo episódio. Entre os pedidos encaminhados à Justiça estão:

  • A remoção imediata de todos os vídeos do episódio que tenham sido compartilhados pelas redes sociais dos perfis envolvidos.

  • A condenação solidária do município de Araguaçu, do Sindicato Rural e da empresa prestadora de serviços Sam Business Ltda. ao pagamento de uma indenização por dano moral coletivo.

O Ministério Público estipulou que o valor da punição financeira não deve ser inferior a R$ 100 mil. Caso a condenação seja homologada, a quantia total será integralmente revertida ao Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Posicionamento dos envolvidos

Em nota, a Prefeitura de Araguaçu informou que ainda não foi oficialmente intimada a respeito da ação civil pública. O Executivo municipal garantiu que apresentará sua manifestação jurídica assim que tiver conhecimento formal dos termos da demanda, reforçando que mantém um compromisso estrito com a legalidade e com a proteção dos direitos das crianças e dos adolescentes.

O Sindicato Rural de Araguaçu e a Meta Brasil foram procurados para se posicionarem sobre as acusações, mas não enviaram respostas até a última atualização da reportagem. Também estão sendo feitas tentativas de localização dos representantes da empresa Sam Business Ltda. e do DJ que comandava a apresentação no palco.

Com informações do g1

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