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STF condena pastor e empresário do Paraná a 14 anos por financiar atos de 8 de janeiro

Dupla de Maringá também foi condenada a pagar R$ 30 milhões por danos morais coletivos; decisão já transitou em julgado
Cícero foi responsável por pedir doações em PIX para transporte e Éder mobilizou pessoas para os atos antidemocráticos de 8 de janeiro. — Foto: Reprodução/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o pastor Éder Carlos Furlan e o empresário Cícero Aparecido Fernandes a 14 anos de prisão por participação como financiadores dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.

Além da pena de reclusão, a sentença determina o pagamento de R$ 30 milhões, cada um, por danos morais coletivos. Os dois foram condenados pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada.

O julgamento foi concluído em dezembro de 2025, e os recursos apresentados pela defesa foram rejeitados pelo ministro Alexandre de Moraes. Em abril deste ano, foi determinado o trânsito em julgado, encerrando a possibilidade de novos recursos.

Segundo as investigações da Polícia Federal, os condenados organizaram e financiaram o transporte de ao menos 84 pessoas de Maringá até Brasília, utilizando dois ônibus pagos com recursos cuja origem teria sido ocultada por meio de terceiros.

As apurações também indicam que ambos tiveram atuação ativa em um acampamento instalado em frente ao Tiro de Guerra de Maringá, onde eram considerados influentes entre os participantes. Enquanto o empresário teria ficado responsável pela arrecadação de valores e logística, o pastor atuava na mobilização de pessoas para os atos.

Apesar da condenação, os dois ainda não foram presos e aguardam os trâmites judiciais para o início do cumprimento da pena.

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