Por telefone, Lula e Trump acertam encontro presencial em breve
Presidentes discutiram tarifas impostas aos produtos brasileiros e reforçaram clima de reaproximação entre os dois países
Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump acertaram, nesta segunda-feira (6/10), a realização de um encontro presencial “em breve”. A decisão foi tomada durante uma conversa telefônica de cerca de 30 minutos, marcada por um tom descrito como “amistoso” pelo Palácio do Planalto.
Durante o diálogo, Lula sugeriu que a reunião possa ocorrer na Cúpula da ASEAN, na Malásia, ainda neste mês, e reiterou o convite para que o líder norte-americano participe da COP30, em Belém (PA), em novembro. O presidente brasileiro também afirmou estar disposto a viajar aos Estados Unidos para um encontro bilateral.
Discussão sobre tarifas e sanções
Na conversa, Lula pediu a revogação da sobretaxa de 40% imposta pelo governo dos Estados Unidos a exportações brasileiras e a retirada de sanções aplicadas contra autoridades nacionais, incluindo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Trump, por sua vez, designou o secretário de Estado Marco Rubio para conduzir as negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad.
Mais cedo, Haddad classificou o saldo da conversa como “positivo” e afirmou que deve viajar a Washington D.C. na próxima semana para avançar nas tratativas sobre o chamado tarifaço — pacote de tarifas de 40% a 50% aplicado sobre produtos brasileiros desde agosto.
Reaproximação entre os líderes
O Planalto informou que a conversa reforçou o “espírito de reaproximação” entre os dois países. Segundo a nota oficial, Lula e Trump “relembraram a boa química que tiveram em Nova York”, quando se encontraram brevemente durante a Assembleia Geral da ONU.
Com o objetivo de manter contato direto, os presidentes trocaram números de telefone pessoais, gesto que foi interpretado como sinal de confiança política.
Também participaram da ligação o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Fernando Haddad (Fazenda) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação).
Com informações do Portal Metrópoles