Trump diz ser o mais popular do TikTok
Presidente dos Estados Unidos afirmou liderar a plataforma e superar Taylor Swift, porém dados disponíveis mostram vantagem da cantora.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta semana que é a pessoa mais popular do TikTok e que supera a cantora Taylor Swift na plataforma. A declaração foi feita durante um pronunciamento, no qual o republicano disse ter recebido novos dados que o colocariam na primeira posição do ranking.
“Cerca de dois dias atrás os novos números saíram. Você sabe quem é, de longe, a pessoa número 1 no TikTok? Trump. Eu! Eu sou o número um. A Taylor Swift é a número 11”, declarou.
Trump, no entanto, não informou a origem dos dados nem explicou a que métricas se referia, como número de seguidores, visualizações, curtidas ou engajamento.
Os números públicos disponíveis no TikTok não confirmam a afirmação. Atualmente, o perfil oficial de Donald Trump reúne cerca de 16,7 milhões de seguidores e pouco mais de 121,9 milhões de curtidas. Já Taylor Swift soma aproximadamente 33,5 milhões de seguidores e mais de 247 milhões de curtidas, mantendo ampla vantagem sobre o presidente norte-americano.
Antes da declaração, Trump publicou em sua rede social, a Truth Social, uma imagem que, segundo ele, foi enviada pela CEO do TikTok. O material afirma que ele é o “presidente mais seguido e mais assistido no TikTok”, sem apresentar detalhes sobre a metodologia utilizada para chegar a esse resultado.

A relação entre Trump e o TikTok é marcada por disputas envolvendo questões de segurança nacional. O governo dos Estados Unidos sustenta que a plataforma, controlada pela empresa chinesa ByteDance, pode representar riscos ao permitir o acesso do governo chinês a dados de usuários americanos e influenciar o conteúdo exibido aos usuários.
Por esse motivo, uma lei aprovada pelo Congresso determinou que o TikTok só poderá continuar operando nos Estados Unidos caso a ByteDance venda seus ativos no país para um comprador que não seja chinês. Em dezembro, a empresa anunciou um acordo para criar um novo grupo controlador da operação americana, buscando atender às exigências das autoridades dos Estados Unidos.