post_excerpt ) ) { $og_description = wp_strip_all_tags( $post->post_excerpt, true ); } else { $og_description = wp_trim_words( wp_strip_all_tags( $post->post_content, true ), 30 ); } $og_description = esc_attr( $og_description ); // --- IMPRESSÃO DAS TAGS --- echo '' . "\n"; echo '' . "\n"; echo '' . "\n"; echo '' . "\n"; if ( !empty( $og_image ) ) { echo '' . "\n"; } echo '' . "\n"; } } add_action( 'wp_head', 'add_manual_open_graph_tags' ); ?>
DESTAQUESJUSTIÇA

Vereador do Rio é preso em operação contra o Comando Vermelho

Polícia Civil aponta negociação com traficante para campanha eleitoral em área dominada pela facção.

Reprodução

O vereador do Rio de Janeiro Salvino Oliveira (PSD) foi preso nesta quarta-feira (11) sob suspeita de envolvimento em negociações com integrantes da facção criminosa Comando Vermelho. A prisão ocorreu durante a Operação Contenção Red Legacy, realizada por policiais civis da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), que investiga a estrutura nacional da organização criminosa. Além do parlamentar, outras cinco pessoas também foram presas.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações reuniram um conjunto robusto de provas que revelam o funcionamento interno da facção, incluindo uma cadeia de comando estruturada, divisão territorial e articulação entre membros em diferentes estados do país.

Salvino Oliveira foi eleito secretário de Juventude para o período de 2021 a 2024 com 27.062 votos e era considerado uma das apostas políticas do prefeito Eduardo Paes (PSD) para os próximos anos.

As apurações também identificaram a participação de familiares de um dos principais líderes históricos do Comando Vermelho, Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP. Segundo os investigadores, a esposa dele, Márcia Gama, atuaria como intermediária de interesses da facção fora do sistema prisional, repassando informações e participando de articulações com integrantes do grupo.

Outro investigado apontado como peça importante na estrutura criminosa é Landerson, sobrinho de Marcinho VP. Conforme a investigação, ele faria a ligação entre lideranças da facção, integrantes que atuam em comunidades dominadas pelo grupo e pessoas envolvidas em atividades econômicas exploradas pela organização.

Márcia e Landerson não foram encontrados nos endereços informados e são considerados foragidos da Justiça.

A Polícia Civil também apura tentativas de interferência política em áreas controladas pelo tráfico, com o objetivo de transformá-las em bases eleitorais. Segundo os investigadores, o vereador Salvino Oliveira teria negociado diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, autorização para realizar campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, região dominada pelo Comando Vermelho.

Em troca, o parlamentar teria articulado benefícios ao grupo criminoso, apresentados publicamente como ações voltadas à população local. Um dos casos investigados envolve a instalação recente de quiosques na região. De acordo com a polícia, parte dos beneficiários teria sido indicada diretamente por integrantes da facção, sem um processo público transparente.

Durante as investigações, os agentes também identificaram casos de criminosos que se passavam por policiais militares para obter vantagens ilícitas, incluindo o vazamento de informações e a simulação de operações.

O material reunido aponta ainda para uma estrutura criminosa complexa, com conselhos nacionais e regionais e articulação entre organizações criminosas de diferentes estados. Há indícios, inclusive, de cooperação entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Mesmo após quase três décadas no sistema prisional, as investigações indicam que Marcinho VP ainda exerce influência na estrutura de comando da facção, sendo apontado como uma das lideranças do chamado conselho federal permanente do grupo.

A apuração também identificou outros integrantes com funções estratégicas na organização, como o traficante Doca, considerado uma das principais lideranças nas ruas; Luciano Martiniano da Silva, conhecido como Pezão, responsável pela gestão financeira da facção; e Carlos da Costa Neves, chamado de Gardenal, encarregado de executar determinações da liderança.

A operação desta quarta-feira contou com o apoio de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de policiais de delegacias especializadas e da capital. As investigações continuam em andamento.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que condutas desse tipo representam traição às instituições e não refletem o trabalho da maioria dos profissionais da segurança pública, que atuam com dedicação e compromisso com a sociedade.

Deixe um comentário