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Candidato à Presidência do Equador, Fernando Villavicencio, é assassinado em Quito

Quito – O cenário político do Equador foi abalado por um trágico acontecimento nesta quarta-feira (9), quando o candidato à presidência, Fernando Villavicencio, foi assassinado a tiros em Quito, capital do país. O incidente ocorreu logo após Villavicencio deixar um comício político realizado no Anderson College, quando foi surpreendido por tiros que tiraram sua vida.

O Ministério do Interior confirmou o assassinato, e posteriormente, o presidente Guillermo Lasso expressou sua indignação e choque por meio de um comunicado nas redes sociais. “Indignado e chocado com o assassinato do candidato presidencial Fernando Villavicencio. Minha solidariedade e condolências à esposa e filhas. Pela sua memória e pela sua luta, garanto-vos que este crime não ficará impune”, comentou Lasso, em sua conta na rede social X, anteriormente conhecida como Twitter.

O presidente informou que o Gabinete de Segurança da Presidência da República convocará uma reunião extraordinária para discutir os desdobramentos do incidente. Está prevista a participação de autoridades como a presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Diana Atamaint; a Procuradora-Geral do Estado, Diana Salazar; e o Presidente da Corte Nacional de Justiça, Iván Saquicela.

Imagens do momento do ataque começaram a circular nas redes sociais logo após o ocorrido. Um vídeo mostrava Villavicencio deixando o Anderson College acompanhado de sua comitiva e apoiadores, quando tiros foram ouvidos, gerando pânico e tumulto entre os presentes.

Fernando Villavicencio era um dos principais candidatos à presidência do Equador, tendo se destacado nas pesquisas de opinião. No entanto, a avaliação das tendências eleitorais no país é considerada deficiente em comparação com outras nações sul-americanas. Em junho, segundo o Centro de Estratégico Latinoamericano de Geopolítica (Celag), Villavicencio estava em quarto lugar, com 8% das intenções de voto. Já em julho, a Cedatos, empresa de pesquisa aprovada pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Equador, apontou que ele havia subido para o segundo lugar, com 13,2% das intenções de voto.

O pleito presidencial está marcado para o próximo dia 20, de forma antecipada, após o presidente Lasso decretar a chamada “morte cruzada”, dissolvendo a Assembleia Nacional e reduzindo o tempo de seu próprio mandato. A morte trágica de Villavicencio lança uma sombra sobre o processo eleitoral e levanta preocupações sobre a estabilidade política do país. As investigações sobre o assassinato estão em curso, enquanto o Equador lamenta a perda de um candidato que buscava contribuir para o futuro da nação.

 

 

 

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