PARANÁ HISTÓRICO

Escola Leocádio Correia em Laranjeiras do Sul no ano de 1971

Em um pedaço de tempo congelado em julho de 1976, a Escola Municipal Leocádio Correia, um símbolo resiliente de Laranjeiras do Sul, testemunhou um capítulo especial em sua história. O murmúrio das conversas se estendia pelos corredores enquanto alunos e professores aguardavam a expectativa do que viria a seguir. Era um período de ansiedade e curiosidade, agitado pelas novidades que se avizinhavam.

Tudo começou com a formalidade de um ofício enviado pelo prefeito municipal, Sr. Rangel de Souza Muller, ao presidente da Câmara, Sr. Carmosino Vieira Branco. O convite estava carregado de importância e responsabilidade, anunciando um evento marcante: o início do “ACISO” – Ação Cívico Social do Exército. O encontro solene estava agendado para o dia 2 de julho, às 15 horas, no imponente Fórum da cidade.

Naquele tempo, os soldados do Batalhão de Guarapuava, enraizados com a missão de servir, foram destinados a Laranjeiras. Seu propósito era tão nobre quanto prático: melhorar a infraestrutura que abrigava a escola, um local cuja construção remontava possivelmente aos dias do Território, antes do ano de 1946.

Era um espetáculo único testemunhar os soldados trabalhando incansavelmente ao fundo da escola. Suas silhuetas vigorosas contrastavam com a paisagem familiar da instituição de ensino, uma cena que deixaria sua marca na memória daqueles que ali estavam presentes.

A imagem capturada na fotografia, resgatada dos arquivos da Escola Municipal Dr. Leocádio Correia e compartilhada na página “Laranjeiras do Sul – memórias e histórias”, traz à tona esse instante singular na trajetória da comunidade educacional local. É um registro tangível de um período onde a colaboração entre forças distintas convergiu para o bem-estar e progresso da educação, um tributo à união de esforços em prol de um objetivo comum.

Fonte: Baseado no Ofício Circular 03/76 arquivado na Câmara de Vereadores e na foto disponibilizada pela página “Laranjeiras do Sul – memórias e histórias”.

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