JUSTIÇA

Homem que quebrou relógio de Dom João VI é preso novamente pela Polícia Federal em Goiás

Catalão (GO) – A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta sexta-feira (20), Antônio Cláudio Alves Ferreira, condenado por depredar o relógio histórico de Dom João VI durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. A prisão ocorreu em Catalão, no interior de Goiás, em uma operação conjunta com a Polícia Militar e com apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais. Um parente de Antônio, que estava foragido da Justiça, também foi detido.

A captura aconteceu um dia após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o retorno de Antônio à prisão. Na decisão, Moraes apontou que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) agiu fora de sua competência ao conceder a progressão do regime fechado para o semiaberto antes do tempo legalmente previsto.

“O réu é primário e foi condenado por crimes cometidos com violência e grave ameaça, de modo que a sua transferência para o regime semiaberto só poderia ser determinada – e exclusivamente por esta Suprema Corte – quando o preso tivesse cumprido ao menos 25% da pena”, afirmou o ministro no mandado de prisão.

Além de determinar a nova prisão, Moraes ordenou que a conduta do juiz responsável pela soltura, Lourenço Migliorini Fonseca Ribeiro, da Vara de Execuções Penais de Uberlândia (MG), seja apurada pela autoridade policial do STF. O ministro ressaltou que a única função atribuída ao magistrado seria a emissão do atestado de pena, não a progressão de regime.

Na última segunda-feira (16), o juiz mineiro havia expedido alvará de soltura ao entender que Antônio já cumpria os requisitos para progressão de regime e não deveria ser prejudicado pela ausência de tornozeleiras eletrônicas disponíveis no estado. Antônio ficou preso por quase um ano e meio após ser detido em Uberlândia, em 23 de janeiro de 2023.

Relógio histórico destruído

Antônio Cláudio ganhou notoriedade ao ser filmado destruindo um relógio histórico de Balthazar Martinot, presente da Corte Francesa ao rei Dom João VI, durante a invasão ao Palácio do Planalto, em 8 de janeiro de 2023. A peça, que integra o acervo da Presidência da República, foi posteriormente restaurada na Suíça, segundo informou o Palácio do Planalto no início deste ano.

Condenado pelo STF a 17 anos de prisão, Antônio foi responsabilizado por diversos crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado e à depredação de patrimônio público federal.

Com informações da CNN Brasil

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