Justiça condena Danilo Gentili a indenizar padre Júlio Lancellotti por publicações
Decisão da Justiça de São Paulo fixou indenização de R$ 10 mil por danos morais e determinou a remoção de conteúdos considerados ilícitos.

A Justiça de São Paulo condenou o apresentador Danilo Gentili a pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais ao padre Júlio Lancellotti em razão de publicações feitas nas redes sociais e em uma plataforma digital ligada ao apresentador.
A decisão foi proferida pela 29ª Vara Cível do Foro Central Cível de São Paulo. Além da indenização, o juiz determinou a retirada de conteúdos que, segundo a sentença, ultrapassaram os limites da sátira e da liberdade de expressão.
O processo questionava publicações que incluíam apelidos pejorativos, montagens e imagens manipuladas, inclusive com o uso de inteligência artificial. Parte das manifestações já havia sido analisada em uma ação anterior e, por isso, não foi novamente considerada no julgamento.
Entre os conteúdos avaliados nesta nova ação estavam expressões como “o padre que compra silêncio com Pajero”, “me dá uma Pajero aí que eu paro de zuar” e “quantas marmitas dá para comprar com uma Pajero”.

Na avaliação do magistrado, a afirmação de que o religioso teria “comprado silêncio” não poderia ser considerada apenas uma manifestação humorística ou crítica. Para o juiz, a publicação apresentava como fato a suposta concessão de uma vantagem patrimonial com o objetivo de silenciar uma terceira pessoa.
A Justiça também considerou ilícita a afirmação de que Lancellotti teria recusado uma proposta de conciliação por querer “o dinheiro todo só para ele”.
Diante do conteúdo analisado, o magistrado reconheceu a existência de dano moral e fixou a indenização em R$ 10 mil.
A sentença ainda determinou a remoção da publicação intitulada “#Perdeu, Padre — Padre da Linguiça leva uma invertida”, publicada em 25 de abril de 2025, além das imagens manipuladas relacionadas ao conteúdo e de outras publicações apontadas no processo.
O caso tramita sob segredo de Justiça. As informações sobre a decisão foram divulgadas pelo G1.
