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Torcedora argentina é presa por racismo durante jogo no Maracanã

Foto: Wagner Meier/Getty Images

Um incidente sério marcou o jogo de futebol entre Brasil e Argentina no Maracanã, resultando na prisão de uma torcedora argentina por suspeita de racismo. Durante a partida, na noite de terça-feira (21), Maria Belem Mautecci foi presa após uma funcionária do estádio a acusar de ofensa racial. Segundo relatos de testemunhas, Maria teria proferido palavras racistas, dizendo: “Escuta aqui pedaço de macaca, é a minha vez!”.

Maria Belem foi encaminhada para o Juizado Especial Criminal (JECRIM) localizado dentro do próprio estádio e detida em flagrante. Na madrugada de quarta-feira (22), a juíza plantonista do Juizado do Torcedor e dos Grandes Eventos do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro decretou sua prisão preventiva. Na decisão, a juíza ressaltou que ficou comprovado o cometimento de injúria racial pela torcedora argentina.

A juíza destacou a gravidade do crime e a frequência com que é praticado, apesar dos repetidos alertas do Juizado, inclusive transmitidos no sistema audiovisual do estádio em vários idiomas. Com base nisso, ela indeferiu o pedido de liberdade provisória e converteu a prisão em flagrante em preventiva.

Além de Maria Belem, a confusão no Maracanã resultou na detenção de outros 17 torcedores, acusados de causar tumulto, desacato a autoridades, furto, entre outros crimes. Todos foram levados ao mesmo juizado. A maior parte dos infratores recebeu transações penais como punição, mas um torcedor, identificado como Roberto Jefferson Gomes Peixoto, foi condenado ao afastamento dos estádios e à obrigação de comparecer em juízo.

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