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Vereador de São Paulo é preso em operação contra lavagem de dinheiro para o PCC

Investigação aponta que parlamentar seria “dono oculto” de empresa de ônibus e ocupava posição de comando em esquema criminoso; polícia afirma que ele foi perdoado pela facção após ressarcimento de valores

O vereador de São Paulo Senival Moura (PT) foi preso nesta quinta-feira (25) durante a Operação Última Parada, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Ele é investigado por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e por integrar um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a empresa de transporte coletivo Transunião.

Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que o parlamentar seria o “dono oculto” da empresa e exerceria uma posição de comando no esquema criminoso. De acordo com o diretor do Deic, delegado Ronaldo Sayeg, Senival chegou a ser jurado de morte pela facção, mas teria sido perdoado após ressarcir valores que, segundo a investigação, haviam sido desviados do grupo criminoso. A polícia, no entanto, não informou o montante supostamente devolvido.

As apurações indicam ainda que decisões financeiras e empresariais dependiam da autorização do vereador, identificado em mensagens pelos codinomes “presidente”, “véio”, “velhinho” e “vereador”. Atualmente, Senival Moura ocupa os cargos de primeiro-secretário da Mesa Diretora e presidente da Comissão de Transporte da Câmara Municipal de São Paulo.

A Operação Última Parada teve origem em investigações iniciadas em 2020, após o assassinato de Adauto Soares Jorge, então presidente da Transunião. Conforme a polícia, ele também era investigado por atuar no esquema e foi morto antes do avanço das apurações.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 194 milhões em contas bancárias dos investigados, além do sequestro de 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações. Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que aguarda a notificação judicial para avaliar as medidas cabíveis e afirmou que a operação das linhas da Transunião segue funcionando normalmente.

A defesa do vereador não havia se manifestado até a publicação da reportagem. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento.

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